segunda-feira, 15 de junho de 2015

Pergunto o que seria se as rosas fossem naturalmente cor do céu, poderiam mudar de cor? Soa absurdo, como um absurdo devaneio mas não desprovido de senso.

Como seriam as belas pétalas da cor da alvorada? Quando nasce o Sol lentamente, em tons azuis claros e quentes suaves misturam-se. O despertar de todos os pequenos seres, incluindo o alegre rouxinol.

Como seriam as pétalas da cor do meio-dia solar? Eis que o céu se enche de uma luz quente e até mesmo arrebatadora e radiantemente de tons quentes que abafam o azul-céu. E a água que alimenta esta bela rosa chega mesmo a queimá-la por dentro e por fora? O calor intenso que seca a Terra?

Como seriam as pétalas da cor da tarde? Os tons mais quentes e intensos se fazem avistar, com menor calor. Ansiosamente, a água deixa de queimar esta bela planta e lembra-nos que também se alimenta do fluxo de vida.

Como seriam as pétalas do lusco-fusco? Aquando os tons quentes e frios dividem o céu. De um lado dos laranjas se dissipam com os tons rosa em um perfeito e belo gradiente. Não ficando por aqui, a luz e a escuridão que se avizinha também dividem o céu. De um lado o dia que se desvanece no tempo e espaço, do outro a noite caminha de encontro ao seu trono nos céus.

Como seriam as pétalas da noite? Azuis voltam para ficar, no entanto mais intensos, escuros e belos. Absorvidos pela escuridão como breu as distantes estrelas iluminam o azul nocturno em noites sem nuvens por vezes acompanhadas por um majestoso luar, outras vezes não.

Todavia, aconteça o que acontecer, o que defina por último, além da raiz são os famintos espinhos, que anseiam por perfurar a carne.

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