Dias alegres, dias tristes. Dias alegres mas com memorias que nos tremem o coração. Todos temos dias assim. Dias em que navegamos alegremente no nosso barco repletos de alegrias, afetos e risadas. Luzes permanecem acesas ao nosso redor, rejubilando de alegria os cabelos dançam ao sabor da brisa que desliza sobre as águas. É vida, é calor, paixão. Somos felizes, realizados e apaixonados.
Todavia, por momentos repara-se no azul vasto das águas, há algo mais. É o espelhar dos nossos olhos, as tristezas guardadas nos mais profundos cofres da alma, perdas que jamais serão esquecidas e saudades, essas que nunca poderam esmorecer. São dores da alma, medos que se tenta que caiam no esquecimento, traumas que ninguém pode esquecer. Porque todos esperam que só porque a tempestade passou, a bonança tem que surgir com obrigatoridade. Mas não, as dores levam tempo a sarar e por vezes as luzes e música alegres apenas desfocam ante o sufoco das experiências que passaram.
A dor essa, por todos é esquecida excepto quem a experienciou. Por mais vivacidade que exista nesse ser, há feridas de guerras e batalhas que jamais saram. Há momentos que é inevitável esquecer a dor que aperta o peito, sim. Sufoca tanto na alma que chega a sufocar o corpo. Sufoca tanto quem nem bonança no Reino dos Sonhos se avizinha.
Acontece que são os verdadeiros guerreiros que apesar de tantas batalhas e guerras perdidas, não baixam os braços para a felicidade. Não esquecem que querem a felicidade, não esquecem que um sorriso exterior impulsiona um interior... São esses que no final do túnel encontram a luz da esperança, que por vezes tarda a aparecer.
Porque é vida e alegria que todos procuramos, músicas e luzes felizes... Paz e prospriedade material e imaterial. Somos de tudo um pouco, o fisíco e espiritual. Mas é isso que faz de nós os verdadeiros guerreiros e sábios, pois experienciámos e podemos falar de algo que nem todos viveram para poder contar.
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